O Dia a Dia do Jornalismo de Dados

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O jornalista da The Economist Idrees Kahloon descreveu no Quora como é a rotina de um jornalista de dados:

(…) me deixe explicar o ciclo de vida de uma reportagem de dados:

  • Criação da ideia (é a parte mais difícil)
  • Identificar as fontes de dados
  • Limpar e organizar os dados (em geral excruciantemente tedioso)
  • Explorar os dados, com frequência um pouco sem objetivo
  • Testar as hipóteses tendo em vista conclusões interessantes ou montar um modelo estatístico (em geral apenas explanatório; modelos preditivos são muito mais difíceis)
  • Registrar as suas descobertas, o que sempre é suplementado com reportagem convencial
  • Por fim, submeter aos editores e checadores antes de publicar

Em um dia típico, o jornalista de dados não fará todas essas coisas — mas ele ou ela fará algumas delas. Eu gosto de tentar ler as notícias antes do trabalho: uma promissora matéria pode vir à mente. Quanto eu começo a trabalhar, eu posso tentar prosseguir algumas ideias anteriores ou a sugestão de um editor, procurando na internet ou questionando acadêmicos que conheço. Com sorte os dados podem ser baixados facilmente — senão eu terei de programar um scraper [aplicativo de mineração de dados] para puxar da internet as informações necessárias.

A limpeza dos dados toma uma boa parte do meu tempo. Irritantemente, você não saberá se a sua ideia é jornalisticamente frutífera até que você tenha terminado de limpar e iniciado a sua análise. Por vezes você gasta algumas horas em uma ideia, apenas para perceber que inviável. Mas é a vida.

Assim que eu acho alguma coisa verdadeiramente interessante, eu tento incorporar a ela outros conjuntos de dados se necessário e tento montar um modelo útil dos dados — geralmente uma regressão [técnica estatística que analisa a relação entre variáveis]. Isso só ajuda a explicar os dados — não serve usualmente para trabalhos preditivos, que requerem bem mais pensamento para modelar com precisão. Depois de chegar se os meus achados são estatisticamente robustos, eu escrevo sobre eles como qualquer outro jornalista faria.

Vê-se que são necessárias habilidades geralmente fora da formação do jornalista: programação e estatística.

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