No XVII, Monthly Weeklies

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Chad Wellmon, no livro Organizing Enlightenment: Information Overload and the Invention of the Modern Research University, retrata a “explosão de periódicos” na segunda metade do século XVII. O tipo de veículo que mais se prolifera nesse período lembra a variedade de escopo do jornalismo conteporâneo: The periodicals that expanded most rapidly in the first third of the century were the so-called moral weeklies and their related print forms often referred to by contemporary scholar as “trivial literature.” Addressed to a broad range of readers to civic engagement and Christian virtue. In contrast to the more internal focus of the scholarly periodicals, which were intent on maintaining the unity of the empire of erudition, these periodicals focused on a wide range of topics, including politics, the family, moral education, and civic life, and a broad set of genres, such as satires, moraling tales and fables, allegories, and published letters. (p. 65) Essa “literatura trivial” cobre, em termos atuais, debates populares, comportamento e cultura. Seu apelo à moral, à cultura e ao intercâmbio de ideias é um apelo à vida em sociedade — parte de pressupostos sobre a esfera pública. Aprofundar essa comparação seria uma boa pesquisa em história do jornalismo.

Imprensa, Antissemitismo e Clarice Lispector

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Trecho de Clarice,, biografia de Clarice Lispector escrita por Benjamin Moser, em que se narra a demissão da escritora pelo Jornal do Brasil, assim como de outros funcionários de origem judaica, incluindo Alberto Dines. O motivo era a pretensão do dono da publicação de cair nas graças do mais novo presidente “eleito” pela Ditadura: Ernesto Geisel. Interessante porque aponta as tensões identitárias na imprensa brasileira e também porque indica as relações de poder por trás de outros diários que não os criticados sempre, como a Folha e o Estado — e até mesmo põe O Globo como incômodo ao ditador da vez. Segue: — (…) Na época da derrubada de Allende, o Brasil estava tenso pela expectativa das “eleições” que se aproximavam. Sob o regime, os presidentes eram escolhidos pelo Congresso, controlado pelos militares. O dono do Jornal do Brasil, Manuel Francisco do Nascimento Brito, opunha-se a Ernesto Geisel, general que estava entre os candidatos, e sua opinião era conhecida nas altas-rodas. Nos conchavos políticos que levaram à indicação de Geisel, Nascimento apostou no cavalo errado. Geisel, do Rio Grande do Sul, era filho de um imigrante alemão, e o alemão tinha sido a língua de sua casa na infância. Geisel não […]

Telégrafo

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“O advento da internet trouxe consigo inumeráveis alegações de que vivemos uma revolução sem precedentes na comunicação, revolução tal que aniquilou nossa concepção da distância. No entanto, a revolução real veio com a chegada do telégrafo no século 19”, diz Susan Schulten, no New York Times, no início de um artigo que analisa as consequências dessa invenção para a sociedade (governo, negócios) como um todo. Destaco o trecho em que ela fala sobre o jornalismo: Perhaps the most consequential adoption of the telegraph was in journalism. (…) By 1860 the Associated Press was distributing its news not just in New York but around the country, and this practice began to transform the very meaning of news. Local papers now had the capacity to report national events to their readers in a timely manner, so that “the news” gradually came to connote not just events, but events happening at almost that very moment. Prior to the telegraph, the distribution of news was regulated by the speed of the mail, but now news was potentially both instantaneous and simultaneous. Completo aqui.