A Cegueira do Jornalista de Games Focado em Games

Posted on Leave a commentPosted in Jornalismo Cultural

“Microsoft won’t turn your Xbox One into a PC, it wants to turn your PC into an Xbox One“, de Ben Kuchera, especula sobre a estratégia comercial da Microsoft ao interligar o seu sistema operacional Windows 10 com o seu console de videogame Xbox One. O artigo pinta um cenário sombrio em que a empresa consegue debelar os seus concorrentes e fechar o mercado a seu favor. É interessante; e nos comentários dele achei uns pontos de vista pejorativos sobre jornalistas de games que valem um debate. O comentarista thecommonperson disse: Ben’s article is that of a gaming journalist, it’s myopic and focused on a very small sliver of Microsoft while ignoring the larger context (just like someone who says Sony is a great company in terrific shape ignores the larger context of their flagging fortunes in every other division beyond Playstation and as long as Playstation is not spun off from the rest of the company I fear for its future). [grifo meu] (…) in the myopic game-centric view of a games journalist this may be the case but as a boots on the ground IT professional perspective while MS have done some crappy things in the past this is a bridge too far for […]

Editoriais de João Gabriel de Lima, da Bravo!

Posted on Leave a commentPosted in Jornalismo Cultural, Jornalismo de Revista

Publiquei no Digestivo Cultural uma coletânea de trechos dos editoriais de João Gabriel de Lima, que deixou neste janeiro a direção de redação de Bravo!. Neles, o jornalista discute a cobertura feita pela revista e aponta quais os princípios que o guiam: a clareza e a compreensibilidade como valores máximos de um texto; a imersão em um assunto ou pessoa; a ideia do repórter como autor, no sentido forte do termo; a abrangência crítica que deve possuir o jornalismo cultural.   Algumas citações ficaram de fora na edição final; esse conteúdo extra segue abaixo. Leia também a minha análise de “Os Exageros de Almodóvar”, matéria de João Gabriel que troca o lead tradicional por um estilo de texto meio Twitter, meio gincana. — Prêmios Culturais   Existem duas maneiras de encarar um prêmio cultural. Uma, duvidosa, é a esportiva. Como se na arte houvesse vencedores e derrotados, ou como se estatuetas do tipo Oscar, Urso de Ouro ou Jabuti equivalessem a uma Copa do Mundo. A outra, mais adequada, é levar em consideração o significado cultural de um prêmio. O que ele aponta em termos de tendências e o que a soma de seus indicados e vencedores tem a dizer sobre […]

#tuiteumfilme na Bravo!

Posted on Leave a commentPosted in Jornalismo Cultural

João Gabriel de Lima, diretor de redação de Bravo!, escreveu um artigo sobre Pedro Almodóvar, tratando de seu filme mais recente — A Pele que Habito — e das características mais marcantes da obra do diretor. Esqueça o lead tradicional: o jornalista começa o texto com um jogo de adivinha inspirado nas frases curtas do Twitter. Se você é fã do diretor espanhol Pedro Almodóvar, tente adivinhar quais são os filmes abaixo – reduzidos aos 140 caracteres da linguagem nervosa do Twitter: (a) Enfermeiro estupra bailarina em coma e, antes de se matar, procura melhor amigo – escritor cuja mulher também havia entrado em coma. (b) Mulher abandonada por amante casado perde o eixo, coloca fogo na cama e faz polícia e amigos dormirem com sopa soporífera. (c) Mãe vê filho morrer atropelado enquanto ele pede autógrafo para diva do teatro – e, durante o luto, decide se tornar secretária da atriz. (d) Policial fica paraplégico enquanto salva mulher ameaçada por traficante de drogas. Eles se casam, mas não são felizes para sempre. (e) Cirurgião sequestra homem e o transforma em objeto de experiências médicas – dermatológicas, psiquiátricas e ginecológicas. As descrições lembram a hashtag #tuiteumfilme, que se espalhou pelo Twitter […]