Publicidade da Ausência

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Propagandas baseadas não na exibição do produto ou da marca, mas que trabalham eludindo (não totalmente, mas em grande intensidade) esses elementos centrais e se sustentando no ambiente de disseminação da mensagem, que deve garantir que ela seja completada. Ontem o New York Times publicou um exemplo disso: o McDonald’s lançou uma campanha que não cita nem seu nome nem hamburgueres. Uma mulher vestida de amarelo sobre um fundo vermelho (as cores acabam sendo a única referência mais explicíta à marca) induz o espectador a procurar no Google sobre o restaurante em que a Coca-Cola tem um gosto melhor. Como essa é uma percepção comum sobre o McDonald’s, a pesquisa leva o usuário para páginas de busca com essa informação e, mais importante, para opiniões de outras pessoas sobre essa características que seria única. O NY Times registra: The ads, which started running last week, are meant to play on how teens and twentysomethings use their phones while watching TV, while also acknowledging “how they’re discovering information” they trust, said Deborah Wahl, chief marketing officer of McDonald’s for the United States. “They are very influenced by word of mouth and what their peers say,” she said. O anúncio mimetiza a forma como os jovens […]

A publicidade entendeu que há três Brasis?

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Entre as matérias da época da faculdade, há uma entrevista com o publicitário André Porto Alegre para a cobertura do Intercom 2007.  Era um tempo diferente, em que não existia Twitter e muita gente estava em polvorosa por causa do Second Life e do seu impacto na comunicação (o Estadão tinha acabado de designar Lucas Pretti correspondente para o mundo virtual). Porto Alegre fala sobre o tipo de capacitação que o formando em publicidade deve buscar e sobre as tendências mais evidentes (Web 2.0, TV Digital) daquele ano. Também diagnostica que as escolas de formação de propagandeiros e afins não perceberam “que fazem parte de um País grande, mestiço e camaleônico”. E ainda: “as faculdades tentam fazer alunos para o mercado de São Paulo, um mercado desenvolvido. Mas no Brasil existem três Brasis”. Está neste link até não se sabe quando, segue abaixo completa. Mudei quase nada. — André Porto Alegre “A publicidade precisa entender que existem três Brasis” Formado em Jornalismo pela Casper Líbero, ele nunca exerceu a profissão. Começou com Publicidade vendendo anúncios e seguiu carreira. Atuou como contato publicitário na Folha de S.Paulo e acabou contratado pela Maurício de Souza Produções, para tratar do licenciamento dos personagens […]